Ensaio sobre a agressividade

     
     Estamos envolvidos em um mundo cheio de pessoas patologicamente agressivas. A agressividade, natural ao ser humano, vem protegendo o homem e contribuindo com a preservação da espécie desde que o homem começou a viver em grupo e a manter uma cultura em comunidade. A agressividade, estimulada em escolas e ambientes diversos, desde a família até as empresas, é tratada como algo bom, e por vezes realmente o é. A questão, nas últimas décadas é que temos perdido o controle emocional de nossa agressividade, tornando-nos patológicos. Agredindo aos outros e a nós mesmos sem motivação aparente, apenas por nossas próprias frustrações e medos. É válido, entretanto, que saibamos que devemos tomar cuidado para que a agressividade gerada pela frustração do outro, de forma patológica, não gere em nós uma sensação de desistência de nossas subjetividades, levando-nos a armar verdadeiras armadilhas com o intuito de prendermos nosso ente natural para dar vazão a um ente também agressivo e reacionário. Aquele sujeito típico, categorizado como: valentão, que resolve tudo na violência, física, moral, psicológica, usando desde a violência direta, fisicamente ou por discursos de ódio, até mesmo os que se valem das piadas, ironias e deboches para ofender e esconder sua falta de inteligência emocional. Assim, não se deixe afetar por gente agressiva que adora brigar sem motivo. A briga ali é interna não tem nada a ver com você.

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